O que está por trás do seu extremo auto julgamento com os seus "Erros Bobos"
- Kevin Peixoto
- 23 de out. de 2025
- 1 min de leitura
A gente se cobra tanto que nem percebe o quanto isso machuca. Ficar se julgando por cada erro, por cada palavra mal dita, por cada atitude que não saiu como o esperado, é um jeito disfarçado de dizer pra si mesmo que nunca é o bastante. E isso cansa. A verdade é que ninguém acerta o tempo todo, e tentar ser perfeito é um fardo impossível de carregar.
Quando a autocrítica vira tortura, ela deixa de ser aprendizado e se transforma em castigo. É um sinal claro de que falta gentileza com a própria história. E, no fundo, essa falta de amor por si mesmo cria um vazio que a gente tenta preencher com culpa, como se isso nos tornasse mais responsáveis ou conscientes. Mas não é isso que cura, é o amor.
Amar a si mesmo não é fingir que está tudo bem. É olhar pros próprios tropeços e dizer: “tudo bem, eu estou aprendendo”. É reconhecer que cada erro também é uma tentativa de acerto. É escolher se acolher em vez de se punir.
A autocrítica saudável ensina. A autossabotagem paralisa. Por isso, antes de se culpar de novo, tenta se perguntar: “o que eu posso entender sobre mim com isso?” Em vez de se colocar como inimigo, se coloque como alguém que merece paciência.
O amor próprio não nasce quando tudo está perfeito. Ele nasce quando você começa a se tratar com o mesmo carinho que gostaria de receber dos outros.




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