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Vida de Cartomante

O desequilíbrio espiritual é algo surreal. Na minha pior fase, quando eu estava completamente abalado emocionalmente, eu bebia até cair e ainda inventei de fumar. Só que eu nunca gostei do gosto do cigarro e nem ficava bem quando bebia. Sempre passava vexame e o dia seguinte era terrível. Conforme fui me aproximando da espiritualidade, comecei a me afastar naturalmente das companhias que me levavam para esses lugares, lugares onde eu ia por vontade própria só para tentar me encaixar. Percebi que era melhor ficar sozinho em casa do que sair para não aproveitar nada. Parei de fumar e passei a focar cada vez mais no meu trabalho espiritual.


Faz um tempo que comecei a oferecer no meu altar uma taça de vinho, às vezes um copo de cachaça e um cigarro para meus protetores, exus, pombogiras, deus e deusa, seja qual for a sua crença. Desde então eu nunca mais tive vontade de beber até esquecer meu nome, nunca mais coloquei um cigarro na boca e percebi que eles já me pediam isso há muito tempo. Eu é que estava distante e não conseguia ouvir direito. Pensava que era para mim, mas era para eles.


Por isso é tão importante ouvir os sinais que o corpo dá. Às vezes você faz coisas que nem gosta, faz coisas que não são para você. Então preste atenção no que seu corpo está dizendo. Talvez os elementos estejam certos, mas a execução é que está errada.

 
 
 

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